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Equipa editorial Estas são as pessoas culpáveis

AGEA Editora é o selo editorial da AGEA, a federação de investigadores e praticantes das Artes Marciais Históricas Europeias na Galiza. Publicamos tratados, ediçons críticas e material de investigação.

Diego Conde Eguileta

Nascido em 21 de Abril de 1976. Iniciou-se no Judo em sua infância, na adolescência passou ao Taekwondo, que praticou durante 8 anos. Descobriu a esgrima desportiva na universidade, actividade que não pôde continuar ao retornar a Ourense.

Ensarilhador por natureza, convenceu um grupo de amigos para se embarcar em uma actividade que recém descobrira em 2007: as HEMA. Co-fundador da Asociación Ourensá de Esgrima Antiga em 2008, é instrutor de espada roupeira (Verdadeira Destreza) na associação desde o seu início e de espada longa de acordo com Fiore dei Liberi a partir do final de 2013.

Ministrou múltiplas aulas em encontros da Federação Galega AGEA. Faz parte do comitê editorial da AGEA Editora. É cotradutor da versão inglesa do Manuscrito da Espada.

Desde 2016 pertence à Academia da Espada, escola em que continua a sua formação na Verdadeira Destreza ibérica.

Com um pouco de sorte há morrer, dentro de muitos anos, com uma espada na mão.

Manuel Campo

Nascido em Lugo em 10 de maio de 1977, partilha do mundo das artes marciais há 20 anos, principalmente dedicado ao Wu-Shu (Kung Fu moderno), onde atingiu várias medalhas no campeonato galego da especialidade e a faixa de 2º Dan.

Começou a sua carreira em HEMA em 2007, treinando esporadicamente na Gallaecia in Armis (na altura chamada de SCEA) em Santiago de Compostela, e depois na da AOUREA em Ourense. Tendo regressado a Lugo por motivos de trabalho, funda lá a Associação Lucense de Esgrima Antiga (ALEA) com Alberto Fernández e Alejandro Novo em 2010, onde exerce como instrutor de espada longa.

Pratica espada roupeira de acordo com a Verdadeira Destreza e Espada Longa segundo Fiore dei Liberi. Actualmente é professor de segundo grau em Espada Longa pela FEEH.

Foi convidado a ensinar em vários encontros da AGEA e a FEEH a partir do ano de 2012.

Ministrou um seminário no XIV HEMA Gathering de Dijon (França).

Ton Puey

Depois de ter praticado o caratê shotokai na infância e na adolescência, começou a praticar a esgrima esportiva em 1995, iniciando em 2003 sua trajetória na esgrima histórica.

O seu interesse pela espada de florete levou-o a descobrir a escola da Verdadeira Destreza através dos tratados espanhóis e portugueses da Idade de Ouro, disciplina na qual decidiu se especializar, embora sem abandonar o trabalho da espada longa, referindo-se à Autores italianos do século XV, e da espadilha através dos autores franceses do século XVIII.

Foi membro fundador da AGEA (Asociación Galega de Esgrima Antiga), membro honorário da FEEH (Federação Espanhola de Esgrima Histórica), membro do conselho editorial e vice-presidente da AGEA editora (uma das mais antigas e regulares editoras dedicadas ao esgrima histórica e especializada em esgrima ibérica) e membro da HEMAC (uma das primeiras associações europeias de investigadores e praticantes de artes marciais históricas europeias). Fundou também, junto com Alberto Bomprezzi e Denís Fernández Cabrera, a ESPADA – Comunidade Ibero-americana de Artes Marciais Históricas da Europa para a promoção internacional do HEMA nos países de língua espanhola e portuguesa. Em 2015 é reconhecido como Mestre de Armas pela HEMA Portugal e em 2018 como o primeiro Mestre não Italiano de Esgrima Histórica pela Federação Italiana de Esgrima.

Atualmente é Diretor Técnico e Mestre de Armas da Academia da Espada, escola voltada para o estudo da Verdadeira Destreza com as armas do momento de maior esplendor da disciplina, como a espada florete, sozinha ou combinada com adaga, broquel, armas de rodela ou capa e chifre além do trabalho de interpretação das regras do garanhão dos séculos XVI e XVII e do estudo e interpretação das demais correntes de esgrima do momento peninsular, especialmente as, até então, únicas tratado não pertencente ao preservado True Skill, a “Arte da Esgrima” de Domingo Luiz Godinho.

Como professor, além do seu habitual trabalho de instrutor em A Coruña, Galiza e nas restantes salas integradas na Academia da Espada, tem ministrado seminários na França, Áustria, Itália, Holanda, Irlanda, Grécia, EUA, México, Austrália, China , Turquia, Polônia, Rússia, Suécia, Dinamarca, Portugal e Espanha.

Diniz Cabreira

(«Denís Fernández Cabrera»). Treinou Judo e Aikido antes de conhecer as artes marciais históricas europeias. Co-fundou a Gallaecia in Armis (na altura Sala Compostelá de Esgrima Antiga) em 2008 e Arte do Combate em 2017.  Estudou Física e Informática, mas trabalha como designer gráfico. Culpa do interesse nas HEMA a seu pai, por criá-lo com contos do Rei Arthur e histórias de cavalaria.

Foi instrutor de espada longa na Gallaecia in Armis até que esta se dissolveu em 2017, momento em que criou Arte do Combate para continuar a explorar e ensinar o Kunst des Fechtens de Johannes Liechtenauer, com especial interesse nos manuscritos mais antigos. Tem ministrado aulas em encontros da federação galega AGEA e da federação portuguesa FPEH.

Interessa-se com facilitar a conexão da Galiza com o resto de países lusófonos.  Fundou com Ton Puey e Alberto Bomprezzi a ESPADA – Comunidade Iberoamericana de Artes Marciais Históricas Europeias, e é correspondente com praticantes de HEMA de Portugal e do Brasil.

Visa projectar na comunidade internacional o trabalho da federação AGEA e a AGEA Editora, traduzindo ao inglês ora livros como o Manuscrito da Espada ou as Lições da Espada Preta, ora artigos, ora fragmentos de tratados que partilha nas redes sociais.

Faz parte do comité editorial da AGEA Editora. Gere o site web da mesma e é responsável do design e da digramação das publicações.

Traduziu para a nossa língua o manuscrito GNM HS 3227a, sob o título Há Uma Única Arte da Espada, que é um dos textos mais importantes da Kunst des Fechtens.

Escreve artigos focados na Kunst des Fechtens no seu blogue Nur eyne Kunst.

Manuel Valle Ortiz

Nascido na Cantábria, médico de profissão e esgrimista de vocação, passou mais de duas décadas a pesquisar as fontes das tradições de esgrima ibéricas em bibliotecas e colecções privadas de meio mundo.

Fundou a AGEA Editora para dar projecção a estas investigações e reuniu uma equipa de praticantes e pesquisadores em volta da mesma. Preside o comité editorial, e dirige com mão de ferro em luva de veludo o bom progresso dos projectos.

É editor de múltiplas edições críticas de tratados históricos de Verdadeira Destreza, em espanhol e em português. É também o autor da exaustiva Nueva Bibliografía de la Antigua Esgrima, obra sem precedentes desde Leguina.

Manuel tem falado em palestras em múltiplos pontos da Europa (Galiza, França, Espanha, Escócia) e da América para diversas organizações (AGEA, AEEA, FEEH, HEMAC, WMAW, entre outras). É um membro activo da comunidade HEMA internacional, sendo referência no campo da bibliografia. Sócio da Gallaecia in Armis, faz parte da Historical European Martial Arts Coalition e é sócio honorário da Federación Española de Esgrima Histórica.

Membros correspondentes

AGEA Editora mantém relações de trabalho com várias parceiras que ajudam na investigação, tradução e outras tarefas. Estas pessoas são:

  • Jaime Girona
  • Eric Myers
  • Laksmy Irigoyen

Membros eméritos

Antigos membros do quadro editorial da AGEA:

  • Tomás González Ahola

 

Comissão Científica Estas pessoas mantêm-nos com os pés na terra.

A nossa Comissão Científica vela pela integridade dos processos académicos e aconselha a equipa editorial em questões metodológicas. Nalguns casos participa também dos processos de pesquisa e edição. Atualmente está conformada por:

Uxío-Breogán Diéguez

Doutorado em História pela Universidade de Barcelona. Professor na Universidade da Corunha, onde dirige a Cátedra de Memória Histórica.

Presidente do Instituto Galego de História, bem como diretor e cofundador, em 2003, da Murguía, Revista Galega de História. Autor de várias obras sobre história política, como A Asemblea de Concello de Galiza Pro-Estatuto (2002) Álvaro de las Casas. Biografía, Obra e epistolario (Galaxia, 2003), Alexandre Bóveda nos seus documentos (Cátedra Alexandre Bóveda, 2011) ou Nacionalismo Galego aquén e alén mar. Desarticulación, resistencia e reorganización (1936-1975) (2015), assim como coautor e impulsor doutras, como O nacionalismo galego nos seus programas políticos. O século XX (FGS, 2009), Repensar Galicia. As Irmandades da Fala (MPG, 2017), Las otras protagonistas de la transición. Izquierda radical y movilizaciones sociales (Brumaria, 2018), Identitats nacionals i nacionalismes a l’estat espanyol a l’època contemporània (Institut d’Estudis Baleàrics, 2019) o Nationalism on the Iberian Peninsula During the Early 20th Century (University of Nevada, 2021). Também é coordenador e coautor, entre outras obras, de livros como Exilios, migracións e fronteiras (IGALHIS, 2019) ou A Tranción en Galiza (Laiovento, 2022).

Cristina Mourón Figueroa

Catedrática e Professora no Departamento de Filologia Inglesa e Alemã da Universidade de Santiago de Compostela (USC) desde 1998. Doutora (cum laude) desde 2002. Visitante honorária na Universidade de Leicester (Reino Unido) em 2017-2018, com a bolsa Salvador de Madariaga.

Especializada no campo da história e cultura das Ilhas Britânicas tardo-medievais. Outras linhas de investigação: as mulheres inglesas medievais, o teatro inglês medieval, (destaque para o Ciclo de Corpus Christi de York), e a figura histórica e mitológica do Rei Ricardo III.

Participa ativamente em conferências internacionais especializadas, bem como em redes e projetos de investigação. É atualmente membro das organizações científicas e culturais The Richard III Society e da Spanish Tolkien Society.

Em 2023, publicou o seu primeiro romance, Sons of York, uma trilogia histórica sobre o Rei Ricardo III.

Marcial Tenreiro-Bermúdez

Licenciado em Humanidades pela UDC, com DEA (mestrado) em Arqueologia e História Antiga, fiz o curso de expecialização em Estudos Célticos da UIMP e a RAH. Ampliou estudos em História Antiga e Medieval na Universidade de Hamburgo (Alemanha).

Tem-se interesado pela história e arqueologia das sociedades “bárbaras” ocidentais (celtas e germanos) e o seu contato com Roma, através de questões como o sincretismo, os rituais da guerra, os ritos de passagem, etc. Outra das suas linhas de pesquisa é a antropologia histórica, combinando etnografia com arqueologia e etno-historia com uma perspectiva baseada na Longa Duração.

Tem participado em diversos congresos e excavações arqueológicas e foi parte do grupo de pesquisa “História Antiga, Arqueologia e Análise Territorial” (HAAT) da UDC. Atualmente é professor-tuItor de História e História da Arte na UNED (Centro Asociado de Corunha) onde imparte diversas assignaturas destas materias nos graos de História, História da Arte, Antropologia, Cièncias Políticas e Sociologia.

https://orcid.org/0000-0001-7086-9842
mtenreiro@a-coruna.uned.es

Antonio Conduto Oliveira

António Conduto Oliveira é doutorando em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no ramo de História Medieval, onde se encontra a desenvolver um projecto de estudo sobre o desenvolvimento e uso do arnês (armadura) em Portugal entre 1370 e 1495.

É também Mestre em Tradução pela mesma instituição, actividade que tem desenvolvido nos últimos anos junto de instituições públicas e privadas como tradutor freelancer.

É colaborador do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, membro da Associação Ibérica de História Militar – séculos IV-XVI (AIHM) e membro correspondente da Arms & Armour Society.

Tem como principais áreas de interesse a História Militar medieval, particularmente a Hoplologia, e as materialidades da vivência quotidiana nos séculos XIV e XV.

Eric Burkart é um historiador medieval e Wissenschaftlicher Mitarbeiter no Professur für Mittelalterliche Geschichte, Universität Trier. Ele obteve o seu doutoramento em história medieval pela Goethe University Frankfurt em 2015 com uma dissertação sobre o discurso das cruzadas e a política de estatuto da Borgonha nas obras de Jean Germain (†1461). Anteriormente, trabalhou num projeto DFG na TU Dresden (2013–2015) sobre duelos medievais e recebeu bolsas do Studienstiftung des deutschen Volkes e do Deutsches Historisches Institut em Paris.

A sua investigação centra-se na história cultural e do conhecimento da Idade Média, especialmente nas práticas incorporadas, nos duelos, na ideologia das cruzadas e na literatura de artes marciais. É o Investigador Principal do projeto DFG «A Textualização das Artes Marciais» em Trier, desenvolve uma base de dados codicológica de «livros de luta» e lidera o inovador campo da «interpretação encarnada».

Artista marcial de longa data, treina desde 1989 em diversas disciplinas e, desde 2007, em HEMA.

Karin Verelst

A Doutora Karin Verelst é filósofa da ciência e historiadora da ciência, filiada no Centro interdisciplinar Leo Apostel (CLEA) da Vrije Universiteit Brussel. Com formação em biologia molecular, obteve o seu doutoramento em filosofia pela VUB em Outubro de 2006 com uma dissertação intitulada «De Ontologie van den Paradox».

A sua investigação explora as estruturas metafísicas subjacentes às teorias científicas, abordando paradoxos desde o pensamento antigo, passando pela filosofia natural moderna, até aos fundamentos da ciência e da matemática contemporâneas. Neste contexto de transformações de mundividência, ela interessa-se pela evolução das ciências práticas e das práticas tecnológicas, por exemplo, em combate.

Coeditou «Late Medieval and Early Modern Fight Books: Transmission and Tradition of Martial Arts in Europe (14th–17th Centuries)» (Brill, 2016) e contribuiu para «Thinking About Thinking: Scaffoldings of Metacognition» (2021).

Praticante dedicada das Artes Marciais Históricas Europeias, integra o estudo dos textos de partida das HEMA no seu trabalho académico. Foi diretora da Federação Internacional de HEMA (IFHEMA) e atualmente dirige o clube HSK De Vagant.